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Ministério Público investiga suposta suspensão de passagens aéreas para pacientes em tratamento de saúde no AM

Segundo denúncia, as passagens estariam suspensas e reservadas apenas a casos de risco de morte. Getty Images O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaur...

Ministério Público investiga suposta suspensão de passagens aéreas para pacientes em tratamento de saúde no AM
Ministério Público investiga suposta suspensão de passagens aéreas para pacientes em tratamento de saúde no AM (Foto: Reprodução)

Segundo denúncia, as passagens estariam suspensas e reservadas apenas a casos de risco de morte. Getty Images O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um procedimento para apurar uma suposta suspensão do fornecimento de passagens aéreas para pacientes que precisam viajar para outros municípios com o objetivo de realizar tratamentos de saúde. O caso veio à tona após uma denúncia realizada em São Gabriel da Cachoeira informar descaso e dificuldades para a realização de exames médicos de urgência por meio do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). De acordo com a denúncia, uma paciente, que deveria ter viajado para Manaus no dia 17 de junho de 2025 para um exame de ressonância magnética, já aguarda há mais de cinco meses por uma avaliação com ortopedista. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Apesar de possuir recomendação médica expressa para viagem de avião, ela foi informada que as passagens estariam suspensas e reservadas apenas a casos de risco de morte, o que, segundo o MPAM, compromete o acesso aos serviços que são direito da população e contribui para a piora da saúde da paciente. Agora no g1 Caso Benício: médica e técnica de enfermagem viram rés pela morte do menino em hospital de Manaus Segundo o promotor de Justiça responsável pela medida, Paulo Alexander dos Santos Beriba, a ação vai verificar os fatos e identificar eventuais falhas na prestação do serviço. “Queremos, acima de tudo, assegurar que o direito constitucional à saúde seja efetivamente garantido aos cidadãos de São Gabriel da Cachoeira. As instituições responsáveis já foram oficiadas a prestar os esclarecimentos necessários”, comentou. O Ministério Público estabeleceu o prazo de dez dias para que a denunciante informe se a irregularidade na emissão das passagens ainda persiste, se obteve a liberação das passagens aéreas, e se conseguiu realizar os exames de ressonância magnética nos ombros e a consulta ortopédica em Manaus. O órgão também deu o mesmo prazo para que a Prefeitura Municipal de São Gabriel da Cachoeira e a SES prestem esclarecimentos sobre as denúncias e detalhem quais são os critérios atualmente utilizados para a concessão das passagens, bem como a efetiva disponibilidade de emissão de passagens para pacientes inseridos no TFD. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que ainda não foi notificada pelo Ministério Público sobre o caso. A pasta também afirmou que o serviço de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), de responsabilidade do Estado, funciona normalmente e não possui restrições. A secretaria informou ainda que irá tratar da demanda com a Prefeitura de São Gabriel da Cachoeira. Segundo a SES-AM, por se tratar de um caso de TFD intermunicipal para acompanhamento ambulatorial, a responsabilidade pelo deslocamento do paciente é do município.